"Imaginem se as armas nucleares fossem desenvolvidas por empresas privadas, se os arsenais estivessem localizados nas instalações das empresas, e se os códigos de lançamento estivessem trancados em um cofre no escritório do diretor-executivo. É uma ideia perturbadora." Foi assim que Johann Wadephul, ministro das Relações Exteriores da Alemanha, iniciou uma defesa enfática do controle da inteligência artificial em discurso na Assembleia Geral da ONU, neste sábado (26). Lembrando que apenas dois países detém a maior parte das patentes da tecnologia, Wadephul afirmou que isso era "uma enorme quantidade de influência na mão de muito poucos". Discursando em inglês, o chanceler salientou que a revolução tecnológica ocorre em um momento de muita dificuldade para a ONU. "Existem grandes potências que acreditam que se saem melhor se ignorarem as regras consagradas na Carta das Nações Unidas."