A votação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre novas regras para manipulação de canetas emagrecedoras foi adiada nesta quarta-feira (6) por pedido de vista apresentado pelo diretor Thiago Campos. O relator do processo, Daniel Meirelles, sugere, entre outros pontos, que o INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde) passe a avaliar a matéria-prima que é importada pelas farmácias, análise hoje feita por laboratórios privados. Também propõe prazo de 180 dias para adequações às novas regras. A proposta foi criticada por representantes da indústria e de associações médicas, que pedem proibição total da venda dos produtos manipulados. O texto, porém, também desagradou às farmácias de manipulação, que dizem que as medidas sugeridas podem restringir o acesso aos produtos e favorecer a importação de medicamentos falsificados e do Paraguai.