Milhares de pessoas foram avaliadas na época (Reprodução/Cara) Quase 40 anos após o acidente com Césio‑137 em Goiânia, a atuação dos serviços de saúde que atuaram na emergência revela a dimensão da operação que mobilizou hospitais, isolamento de áreas e atendimento emergencial diante de uma situação inédita no Brasil. A resposta integrava equipes médicas, vigilância sanitária e unidades hospitalares especializadas para lidar com os efeitos da radiação. O episódio teve início em 13 de setembro de 1987, quando uma cápsula de Césio‑137 foi aberta em uma clínica de radioterapia desativada, liberando pó radioativo que contaminou pessoas e ambientes, segundo relatos oficiais da época. O atendimento emergencial exigiu organização e logística complexas diante de um cenário desconhecido para a maioria dos profissionais de saúde.