A prisão do médico obstetra Ricardo Jones, na sexta-feira (28), após condenação por homicídio doloso no Tribunal do Júri de Porto Alegre, levantou um debate sobre nascimentos fora do ambiente hospitalar. Jones foi condenado pela morte de um recém-nascido, em 2010, após parto domiciliar atendido por ele e sua mulher, a enfermeira Neusa Jones. A acusação sustenta que a conduta do médico e da enfermeira foram determinantes para a morte do bebê 24h após o parto, causada por um quadro de sepse e pneumonia congênita. Neusa foi condenada a 11 anos de prisão e poderá recorrer em liberdade. Mas a defesa de Jones e profissionais de saúde defensores do parto domiciliar afirmam que há perseguição e que o caso gera insegurança para médicos e enfermeiros que realizam partos fora do ambiente hospitalar--a prática não é proibida no Brasil, embora seja alvo de disputa judicial e recomendações contraditórias de conselhos e órgãos.