A fisioterapeuta Roberta Rodrigues, de 33 anos, já ficou tetraplégica cinco vezes ao longo da vida por causa de uma doença neurológica rara e autoimune. Natural de Santa Fé de Goiás, cidade de cerca de 5 mil habitantes, ela precisou interromper estudos, carreira e planos diversas vezes, mas sempre voltou a andar, trabalhar e até correr. Roberta é fisioterapeuta intensivista, formada pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Fez residência, passou em primeiro lugar em processos seletivos e concurso federal e hoje atua como preceptora no Hospital das Clínicas. Trabalhou na linha de frente da Covid-19 e se tornou referência na defesa da humanização na saúde. “Ou eu estava doente ou estava correndo atrás do meu futuro de forma muito acelerada. Porque o tempo me foi tomado", relata. Do Guillain-Barré ao CIDP