O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital dá respaldo jurídico para as famílias que se viam sem jeito de controlar o acesso e a exposição dos filhos nas redes sociais, mas também reforça o papel dos cuidadores e pressiona as plataformas digitais, das chamadas big techs, a adequarem suas regras. É o que dizem os órgãos goianos e especialistas ouvidos pelo POPULAR. A nova lei entrou em vigor nesta terça-feira (17). Para o promotor Pedro Florentino, do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Infância, Juventude e Educação do Ministério Público de Goiás (MP-GO), a nova legislação fortalece e propicia maior proteção a crianças e adolescentes no ambiente digital, que ele considera “extremamente perigoso, especialmente para esse público mais vulnerável”. O juiz Thomas Heck, que integra a Coordenadoria de Infância do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), afirma que a maior contribuição da legislação é o fato de impor responsabilidade sobre as plataformas digitais no tratamento dos dados do público infantil e juvenil.