O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, por fim reconheceu até o que as pedras sabem: o Judiciário está em crise. E não é qualquer crise, afinal jamais ministros estiveram envolvidos em suspeita de corrupção, como agora. Em palestra em São Paulo ele destacou que o cenário atual exige reflexão e postura ativa do Judiciário diante dos desafios contemporâneos. Enfatizou, ainda, que o Judiciário não deve extrapolar suas funções constitucionais nem assumir papéis de outros Poderes ou instituições. Disse que a preservação das competências é essencial para o equilíbrio institucional. Acrescentou que “o Judiciário não substitui a polícia, aliás, o Judiciário não substitui ninguém, a não ser fazer o que tem que fazer no limite de suas atribuições”. Finalizou ao dizer que a atuação judicial deve se restringir ao julgamento, sem interferir em atividades investigativas ou acusatórias”. Que assim seja! Amém.