Durante a Feira Literária Internacional de Paraty (Flip) o juiz Fábio Ataíde Alves, do TJRN, coordenador do projeto Escritores e Escritoras do Cárcere, defendeu o direito de pessoas presas à produção literária como parte de uma garantia mais ampla de acesso à arte e à cultura. A questão trata dos limites da liberdade de expressão e da produção literária de pessoas presas diante das exigências de segurança pública e disciplina carcerária. Esse caso está para ser apreciado no STF, sob a relatoria do ministro Edson Fachin, por meio do ARE 1.470.552, provindo de um caso em que o preso teve retido, em penitenciária federal de Mato Grosso do Sul, manuscrito literário com cerca de mil páginas. Os artigos publicados não refletem a opinião do Jornal do Tocantins. Sua publicação obedece ao propósito de estimular e fomentar a diversidade e o debate de temas locais, nacionais ou mundiais.