A Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas (ABRAT) emitiu nota de repúdio ao editorial do jornal O Estado de S. Paulo que, no último dia 7, divulgou texto com o título “Justiça militante não é Justiça”, onde, segundo a entidade, reproduz “narrativa distorcida e ideologicamente orientada” contra a Justiça Trabalhista, o Direito do Trabalho e o papel constitucional do Tribunal Superior do Trabalho. Para a Associação, a crítica feita pelo jornal não se limita a um episódio isolado, mas integra uma tentativa de deslegitimar a Justiça do Trabalho. O Estadão criticou declarações atribuídas ao presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, que teria dito que “nós, vermelhos, temos causa”, e que os “azuis” seriam ligados a “interesses”. A fala do presidente da Corte teria se dado após o ministro Ives Gandra Filho distinguir ministros entre vermelhos e azuis, sendo o presidente classificado como vermelho pelo colega. O presidente teria dito: “Não tem azul nem vermelho. Eu sou do tempo em que todos nós, com os nossos diferentes pensamentos, trabalhamos pela defesa e fortalecimento e o crescimento da justiça do trabalho [...] Eu diria que não tem azul ou vermelho, tem quem tem interesse e quem tem causa. Nós, vermelhos, temos causa, não temos interesse”.