Depois que o STF restringiu os tais penduricalhos (recebimentos acima do teto por magistrados), o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná resolveu criar uma outra verba extra a ser paga aos servidores. Por meio da Resolução 539/26, os tais benefícios seriam pagãos a “magistrados tutores”, que atuariam como formadores e supervisores de estágio no âmbito da residência jurídica e dos programas de estágio e graduação e pós-graduação. Eles não desistem. Todos os magistrados seriam considerados professores e, assim, como a atividade de magistério não é barrada pela Constituição, que pode ser acumulada com a de juiz, tal benefício poderia render até a módica quantia de 14 mil reais mensais, fora do teto. É de envergonhar. O escárnio pegou tão mal que, poucos dias após, a medida foi revogada. Os artigos publicados não refletem a opinião do Jornal do Tocantins. Sua publicação obedece ao propósito de estimular e fomentar a diversidade e o debate de temas locais, nacionais ou mundiais.