Chocou o país a notícia de que uma jovem, durante um salto de rope jamp, foi atirada de uma ponte sem ter sido acoplada a uma corda. O professor Aury Lopes Jr disse que a gravidade do resultado não autoriza a classificação do caso como homicídio com dolo eventual. Para ele, a tragédia não transforma culpa em dolo. Ele entende que deve se separar o resultado trágico do elemento subjetivo da conduta, sendo que o caso aponta para culpa decorrente de negligência e imperícia, não para a consciência do risco de matar. No caso, os instrutores responsáveis acreditavam que o equipamento funcionaria e evitaria o resultado fatal. Criticou, ainda, a decretação de prisão preventiva, dizendo que tal medida é incompatível com crimes culposos. Não se pode enviar para a prisão alguém que, ao final do processo, não será condenado à prisão. Ele acrescenta que não se está defendendo a impunidade, mas apenas a observância dos aspectos jurídicos do caso.