Mais da metade dos medicamentos solicitados por pacientes em ações judiciais no Brasil já havia recebido recomendação favorável para incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) ou deveria estar disponível na rede pública. A conclusão é de um estudo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) apresentado neste mês no principal congresso mundial sobre avaliação de tecnologias em saúde, realizado em Istambul, na Turquia. O levantamento foi premiado como melhor pôster do evento. A pesquisa analisou decisões judiciais registradas entre janeiro de 2022 e abril de 2025 e identificou que 57,5% dos medicamentos demandados já tinham aval da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para serem ofertados na rede pública. Luta por tratamento enfrenta novo obstáculo: remédio buscado por paciente do TO não está no SUS