Comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, o coronel José Augusto Coutinho disse nesta quarta-feira (18) que a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é uma mácula na imagem da corporação. Obviamente a PM sai maculada disso. Um de seus integrantes está preso preventivamente acusado de feminicídio", afirmou. "Ainda assim", continuou Coutinho, "a gente corta na própria carne para mostrar que não há diferenciações quanto ao autor do crime". As declarações foram dadas durante entrevista concedida pela cúpula da SSP (Secretaria de Segurança Pública) horas após a prisão de Geraldo Leite, detido na manhã desta quarta-feira sob a suspeita de assassinar a soldado Gisele Alves Santana, 32, com quem era casado. Ao lado do comandante-geral estava o número 2 da SSP, o coronel Henguel Ricardo Pereira, para quem este talvez seja o primeiro caso de feminicídio envolvendo um oficial que ocupa um alto posto da Polícia Militar. "É um caso emblemático, um caso que me chocou bastante", afirmou.