O valor dos vapes ou cigarros eletrônicos apreendidos pela Receita Federal cresceu exponencialmente nos últimos anos, embora esses produtos sejam proibidos no Brasil desde 2009 por decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em 2024, o valor das apreensões chegou perto de R$ 200 milhões. Nos cinco anos desde o início dos registros, o total superou R$ 440 milhões. "Pelo ritmo de aceleração, dá para estimar que 2025 tenha fechado perto da casa do bilhão", afirma Luciano Stremel Barros, presidente do Idesf (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras). O instituto lançou em maio o Mapa do Contrabando, que atualiza uma versão anterior do levantamento, feita em 2016. O cigarro convencional segue como o líder de apreensões, mas alguns produtos chamam a atenção pelo crescimento, como no caso dos vapes, agrotóxicos e medicamentos.