O trabalho desenvolvido no Tocantins para fortalecer o diagnóstico precoce da hanseníase na Atenção Primária à Saúde ganhou reconhecimento nacional. Segundo publicação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o projeto, idealizado pela médica hansenologista Seyna Ueno passou a integrar a rede ColaboraAPS, que reúne experiências exitosas do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país. Ela contou com a parceria das enfermeiras Andysleia Ribeiro Lima, Juliana Prado e Danielly Santos na iniciativa. Segundo a Fiocruz, a hanseníase é uma doença infectocontagiosa com alto potencial de provocar incapacidades físicas e ainda marcada por forte estigma social. O diagnóstico precoce é considerado essencial para interromper a cadeia de transmissão e evitar sequelas permanentes De acordo com a Prefeitura de Porto Nacional, o município foi selecionado entre 476 iniciativas inscritas, com apenas 26 aprovadas. A cidade participa com o projeto “Porto Livre da Hanseníase”, que tem como objetivo promover a detecção precoce da doença, sistematizar ações e implementar políticas públicas voltadas ao enfrentamento da hanseníase em articulação com a Atenção Primária.