Milhares de pessoas foram avaliadas na época (Reprodução/Cara) O acidente com Césio-137 em Goiânia (GO), em 1987, quando o Tocantins ainda estava prestes a ser criado, levou dias até ser identificado pelas autoridades de saúde, período em que o material radioativo já circulava entre moradores sem qualquer controle. A demora no reconhecimento do risco contribuiu para a ampliação da contaminação e marcou um dos momentos mais críticos da tragédia. O caso voltou ao debate após a repercussão de uma produção da Netflix e da série de reportagens que relembram os detalhes do maior acidente radiológico do país. Início sem identificação do risco A exposição ao Césio-137 começou em 13 de setembro de 1987, após a retirada de um equipamento de radioterapia abandonado em Goiânia. O material radioativo, que apresentava brilho azul, chamou atenção de moradores e passou a circular entre pessoas e residências.