Ao menos 900 meninas e mulheres foram atendidas diariamente em unidades de saúde de todo o Brasil no ano passado por terem sido vítimas de violência, segundo dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), colhidos pela Folha de S.Paulo com ajuda do Ministério da Saúde. No total, foram 330 mil registros. Os profissionais de saúde são obrigados por lei a notificar todos os atendimentos advindos de violência interpessoal —quando há uso intencional de força ou poder em interações diretas. A regra também vale para homens e outros grupos minoritários, como pessoas com deficiência e pessoas LGBTQIA+. Entre 2015 e 2025, as vítimas eram mulheres em 71% das notificações de violência interpessoal, que inclui violência física, psicológica e sexual. Unidades de saúde públicas e privadas identificaram um total de 2,3 milhões de casos no período.