O Brasil chega às vésperas das eleições de 2026 com um cenário diferente no mercado de trabalho do que se viu em 2022: desemprego em mínimas históricas e recordes de ocupação, empregos com carteira assinada e rendimento salarial, mas com desafios para o presidente a ser eleito. Informalidade ainda perto de 40% da mão de obra, expansão do trabalho por aplicativos (uberização), pejotização, efeitos da inteligência artificial (IA) sobre vagas de entrada, corrosão da Previdência com longevidade acelerada e descompasso entre formação e o que o mercado necessita são os principais pontos citados por especialistas ouvidos pela reportagem. Dados da Pnad Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que o Brasil tinha, no trimestre terminado em julho, 5,3% de desemprego, menor taxa para esse período na série histórica, iniciada em 2012. No mesmo intervalo de 2022, o patamar estava em 9,1%.