Investigações da PF (Polícia Federal) concluíram que o BRB (Banco de Brasília) transferiu cerca de R$ 17 bilhões ao Banco Master no âmbito da compra de carteiras de crédito, segundo documentos do caso tornados públicos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na última semana. Porém, a maior parte desses repasses, cerca de R$ 12,2 bilhões, eram títulos falsos, ou seja, sem valor. Segundo a PF, a fraude se dava pela venda de CCBs (Cédulas de Crédito Bancário) falsas, derivadas de créditos consignados inexistentes gerados pela Tirreno, empresa de fachada criada em dezembro de 2024, e controlada pela Cartos (Sociedade de Crédito Direto). "O exame pelo Banco Central, dos títulos de crédito emitidos pelo Banco Master, oriundas dos consignados da Cartos mostraram inconsistências grotescas", diz petição endereçada ao ministro André Mendonça (STF) em fevereiro.