Aos 30 anos, quando ainda tentava engravidar do segundo filho, a pedagoga Carol Mendonça Sampaio, hoje com 35, procurou a ginecologista para um check-up de rotina. A médica pediu ultrassom de mamas e axilas, exame que Carol nunca havia feito, e o laudo trouxe um achado que ela não esperava: um nódulo na mama. Dias depois, veio o diagnóstico de câncer de mama em uma idade em que a maioria das mulheres ainda nem entrou no radar do rastreamento. “Receber uma notícia como um câncer de mama com tão pouca idade não estava nos meus planos”, conta. O câncer de mama é realmente mais comum a partir dos 50 anos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem depois dessa idade. Mas o câncer de mama também pode atingir mulheres mais jovens, como Carol, e, nessa fase da vida, o diagnóstico traz desafios que vão além do tratamento. No caso da pedagoga, foi realizada cirurgia e quimioterapia, encerradas há três anos.