Acabo de sair de mais um domingo de corrida e, como nas outras vezes, a emoção bateu forte. Na hora de pegar a medalha, de reencontrar pessoas próximas, de lembrar que consegui superar a minha asma crônica… e de sorrir enquanto repito para mim mesma: “Bora, Carol, não desiste. Bora, Carol, não desiste.” Uma coisa que talvez você, querido leitor, ou você, meu amigo que me conhece bem, não saiba sobre mim, que pratico exercícios físicos é que quase sempre eu vou desestimulada. Pouquíssimas vezes eu acordo animada para correr, treinar, puxar peso ou fazer qualquer atividade. E olha só: neste ano eu tenho lutado contra o sono, o cansaço, uma nova faculdade, uma rotina insana de trabalho, preocupações, ansiedades… e por aí vai. Mas a diferença entre desistir e continuar não é só a tal da endorfina. Não são apenas os resultados do emagrecimento ou os músculos aparecendo. É também a alegria de perceber que aquilo que comecei, eu estou terminando.