Incêndios florestais na Europa estão mais intensos nesta temporada devido à mudança climática. Fala-se muito em adaptação, mas pouco em conter emissões, raiz do problema. Se nada for feito contra o aquecimento global, a ampliação da área queimada no continente pode quase triplicar no fim deste século. A conclusão pessimista está em artigo publicado nesta quinta-feira (20) no periódico Global Change Biology. Em um cenário de 3,6°C de temperatura global acima dos níveis pré-industriais, a área anual queimada no continente alcançaria um incremento de 192%. Sob um cenário mais controlado, de 1,8°C de aquecimento, em linha com o preconizado pelo Acordo de Paris, a ampliação da destruição florestal se limitaria a 39%. Em outra conclusão, mais otimista, o estudo calcula os efeitos positivos do investimento contínuo no manejo dos incêndios. No pior cenário, evoluir continuamente na prevenção do problema teria potencial para deter 72% da área queimada. Com um aquecimento dentro da meta, o trabalho de prevenção chegaria a 92%, quase neutralizando a questão.