TikTok, Instagram, X, Facebook, WhatsApp, YouTube, Telegram, Snapchat, LinkedIn. É longa a lista de todas as redes sociais ou plataformas online estrangeiras banidas na China. O que muitas têm em comum, além das restrições de acesso, é o fato de que o regime de Xi Jinping mantém perfis oficiais ativos nelas. São contas de jornalistas, autoridades do governo, mídia estatal, consulados e embaixadas, muitas delas administradas dentro do próprio país. Enquanto isso, cidadãos dependem do uso ilegal de VPNs -que desviam a conexão por um servidor fora da China e contornam o bloqueio da internet- para acessar conteúdo produzido em outras nações, seja de entretenimento ou jornalístico. A tática, segundo estudos, especialistas e organizações de direitos humanos, é uma forma de censura e controle interno do lado de dentro, e de moldar uma boa imagem do país para quem o observa de fora.