Uma lei sancionada pelo presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que prevê desapropriação de terras para diminuir desigualdades, segundo o governo, vem aumentando tensões raciais três décadas após o fim do apartheid (1948-1994), regime de segregação que persistiu no país durante quase meio século. A nova legislação é objeto de desinformação e alvo de ataques feitos por grupos oposicionistas e até por Donald Trump, que levou a cabo uma série de medidas retaliatórias e disparou uma crise diplomática entre os Estados Unidos e a nação africana. A lei atualiza texto de 1975 e reconhece a desapropriação como um ato legítimo para dar aos terrenos funções públicas. Ponto controverso é a possibilidade da não compensação, apenas em casos avaliados como excepcionais e sem acordo com o proprietário da terra, ainda segundo o governo.