O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, que nunca havia ocupado um cargo eletivo, estreou no poder diante de um desafio maior do que talvez imaginasse: um terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país três dias após sua posse, matando quase 300 pessoas. Desde então, o líder ultradireitista, eleito com um discurso populista e de enfrentamento à classe política tradicional, acumula uma série de tropeços na condução da crise, o que afeta a imagem de seu governo. Um dos episódios que mais repercutiram envolveu uma viagem de Espriella, acompanhado da mulher e de outros integrantes de seu gabinete, a Buenaventura, uma das cidades mais afetadas pelo terremoto. Durante a visita, realizada no domingo (16), o presidente parou em uma rua para jogar bolas de futebol a crianças atingidas pelo tremor. Os objetos levavam o logotipo do seu movimento político.