A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã chega a seu primeiro mês neste domingo (29) sem um final claro à vista e com uma marca indiscutível: a tática de caos informativo empregada pelo presidente Donald Trump, o dono da bola neste jogo. Trump concedeu dezenas de entrevistas e fez cerca de cem postagens na sua rede Truth sobre o conflito ou aspectos relacionados a ele. Nenhum padrão é claro senão o do autoengano, declarando-se vitorioso há pelo menos duas semanas, e o da confusão deliberada. A semana que passou foi exemplar. Na segunda-feira (23) venceria o prazo de dois dias dado pelo republicano para que Teerã reabrisse o estreito de Hormuz, ponto nevrálgico do conflito por escoar 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. A pena seria a devastação de usinas de energia, jogando o Irã no escuro. O regime dobrou a aposta e, amparado pela credibilidade de sua campanha retaliatória com drones e mísseis a conta-gotas em todo o Oriente Médio, disse que faria o mesmo na região.