A Finlândia passou a admitir, nesta quarta-feira (1º), a presença em seu território de armas nucleares da Otan, a aliança militar ocidental na qual ingressou em 2023 após sete décadas de neutralidade ante Moscou. Com isso, o país nórdico abandona um veto assumido em 1987 e mantido como regra não escrita pelas nações vizinhas do antigo império comunista. E não está só: o novo premiê da ex-república soviética da Lituânia, Mindaugas Sinkevicius, assumiu nesta terça (30) com promessa semelhante. A ex-comunista Polônia havia pedido, antes deles, para que os Estados Unidos estacionassem ogivas nucleares táticas em seu território. A solicitação foi uma resposta ao posicionamento, em 2023, dessas armas de menor potência por parte de Vladimir Putin na aliada Belarus. No dia 17 passado, o Parlamento finlandês aprovou a decisão por 125 a 61 votos. A chancelaria russa respondeu na segunda (29), dizendo que a medida seria respondida de forma política e com o que Moscou chama de "medidas técnico-militares".