Divino Carneiro no início do Grupo Jaime Câmara, em Palmas (Arquivo pessoal/Divino Carneiro) Epílogo: Os grandes jornais surgem quando uma sociedade passa a necessitar de uma voz permanente para interpretar sua própria história. Seguramente, poucas instituições acompanham tão de perto a vida de uma sociedade quanto a imprensa. Governos sucedem-se, legislaturas encerram seus mandatos, ciclos econômicos transformam paisagens e gerações renovam costumes; entretanto, permanecem os registros produzidos por aqueles que testemunharam cada etapa desse percurso. É nesse patrimônio documental que se encontram preservadas as marcas do tempo, as aspirações coletivas, os conflitos, as conquistas e as permanentes transformações que moldam a identidade de um povo. Foi assim em diferentes momentos da história universal. Desde os primeiros periódicos modernos, a imprensa assumiu uma missão que ultrapassou a simples divulgação de notícias. Tornou-se espaço de circulação de ideias, ambiente de formação da opinião pública e instrumento de preservação da memória coletiva. Ao registrar o cotidiano, interpretar acontecimentos e estimular o debate público, passou a desempenhar uma função essencial na consolidação das instituições democráticas e na construção da própria consciência histórica das sociedades.