O burnout deixou de ser um tema periférico para se tornar uma das principais questões estratégicas do mercado de trabalho. Ainda assim, muitas empresas seguem tratando o problema como uma fragilidade individual quando, na prática, os dados mais recentes mostram exatamente o contrário. O Brasil encerrou 2025 com mais de 530 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais, o maior número da série histórica, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Isso representa crescimento contínuo e consolidado, não um pico isolado. Quando se observa o recorte específico do burnout, o avanço é ainda mais expressivo: os afastamentos por síndrome de esgotamento profissional cresceram 493% entre 2021 e 2024, e apenas no primeiro semestre de 2025 já representavam mais de 70% de todo o volume do ano anterior.