O que explica o crescimento sustentado de algumas economias ao longo de décadas? Por que países como Coreia do Sul e China, nas últimas duas décadas, conseguiram acelerar sua renda per capita, enquanto outros permanecem presos a trajetórias de baixo dinamismo? A resposta passa por uma mudança relevante na teoria econômica a partir dos anos 1980: o surgimento dos modelos de crescimento endógeno. Entre eles, o modelo AK se destaca pela simplicidade e pela força explicativa. Durante décadas, o modelo neoclássico de Robert Solow dominou a análise do crescimento econômico. Sua principal conclusão era clara: a acumulação de capital, isoladamente, não sustenta crescimento permanente, pois está sujeita a rendimentos decrescentes. O progresso tecnológico — essencial para o crescimento de longo prazo — aparecia como fator exógeno.