O avanço da tecnologia nas campanhas eleitorais impõe uma pressão inédita sobre a segurança do voto. No cenário atual, o exercício da competência regulamentar pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é um dever de proteção institucional. A inovação tecnológica corre na velocidade da luz enquanto o processo legislativo ordinário avança na velocidade do papel. Isso cria um vácuo regulatório perigoso para o país. Para equilibrar essa balança, as atualizações da Resolução nº 23.732 garantem que a inércia legislativa não se transforme em caos informacional durante o pleito. Relatórios de monitoramento realizados ao longo de 2025 indicam uma mudança estrutural nas táticas de manipulação do eleitor. Não estamos apenas combatendo notícias falsas isoladas. Estamos lutando contra a industrialização da dúvida.