A implementação das escolas de tempo integral no Brasil tem sido amplamente defendida como uma solução para melhorar o desempenho dos alunos, reduzir a evasão escolar e oferecer mais oportunidades de aprendizado. No entanto, apesar das boas intenções por trás desse modelo, sua aplicação tem revelado falhas estruturais e pedagógicas que precisam ser debatidas. Atualmente, o tempo integral vem sendo adotado de maneira quase padronizada, sem considerar as particularidades regionais, as necessidades dos alunos e as condições das escolas. Em muitos casos, ele acaba se tornando mais um modelo pensado para atender às demandas das famílias do que, de fato, para aprimorar a educação. Os pais enxergam a escola como um espaço seguro para deixar seus filhos durante o dia inteiro, enquanto trabalham. No entanto, essa permanência prolongada pode ser prejudicial para diversos estudantes, principalmente aqueles com dificuldades de aprendizagem ou que necessitam de acompanhamento específico.