O transtorno do espectro autista (TEA) costuma ser discutido em termos clínicos, diagnósticos ou educacionais. Mas existe outra dimensão ainda pouco debatida no Brasil: seu enorme impacto econômico sobre famílias, escolas, sistemas de saúde e políticas públicas. O autismo não é apenas uma condição de saúde. É também uma condição de alta demanda de recursos ao longo de toda a vida. Os números mais recentes mostram a velocidade com que esse desafio vem crescendo no país. Segundo o Censo Escolar 2024 do INEP/MEC, o número de estudantes com TEA matriculados na educação básica saltou de 636 mil para 918 mil em apenas um ano — um crescimento de 44,4%. Ao mesmo tempo, o Censo Demográfico 2022 do IBGE estimou cerca de 2,4 milhões de brasileiros com diagnóstico de autismo, aproximadamente 1,2% da população.