Em tempos de Copa do Mundo, o assunto é futebol. E quando se fala em futebol, não consigo deixar de voltar no tempo. Sou de uma época em que o futebol era mais paixão do que dinheiro, mais poeira do que marketing, mais arquibancada do que camarote. Lembro-me, como se fosse hoje, de chegar às nove horas da manhã ao estádio para assistir a um jogo marcado para as cinco da tarde. Naquele tempo, ainda não existia o Estádio Serra Dourada. O grande palco do futebol goiano era o Estádio Olímpico Pedro Ludovico. O motivo de tamanha ansiedade era especial: o glorioso Botafogo do Rio de Janeiro vinha a Goiânia fazer um amistoso contra o Vila Nova, time de Guilherme e do goleiro Bajoso. Para nós, aquilo não era apenas uma partida. Era um acontecimento. O estádio se enchia de expectativa muito antes de a bola rolar.