Há alguns anos ecoaria com normalidade refutar previsões de catástrofes ambientais. Infelizmente, esse tempo acabou e os efeitos negativos impactam a qualidade de vida de todos, sobretudo de crianças e adolescentes. Um exemplo claro das mudanças climáticas é apresentado pelo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef): eventos climáticos deixaram 1,7 milhão de alunos brasileiros sem aulas em 2024. Este ano, o cenário não é muito diferente. Cerca de 700 mil alunos da rede pública de ensino do Rio Grande do Sul não puderam retornar às aulas. O motivo? A onda de calor extremo. Os termômetros bateram 40º graus e a sensação térmica em alguns lugares atingiu quase 50º. Não podemos nos esquecer que, no ano passado, parte dessas crianças e adolescentes sentiu na pele os danos provocados pelas enchentes.