Este ano completo duas décadas como docente de universidade pública, atuando principalmente na formação inicial de professoras para o Ensino Básico. É um tempo significativo para se apropriar de conhecimentos diversos a partir de inúmeras interações, a exemplo de leituras especializadas para diferentes finalidades como aulas, palestras e escritas de textos científicos. Além dessa apropriação, conhecimentos são produzidos em atividades de ensino, pesquisa e extensão, que são três colunas sustentadoras do trabalho na universidade. Em meio às atribuições profissionais, tenho acumulado aprendizados com minhas alunas. Sobre isso, compartilho uma experiência singular envolvendo a tímida inclusão universitária. Trata-se do percurso acadêmico de Dandara, uma estudante negra de baixa renda, que pode representar outras jovens às margens do sistema universitário – quilombolas, indígenas, comunidades LGBT, pessoas com deficiência, entre outros – pertencentes a grupos frequentemente invisibilizados em espaços sociais de prestígio. Dandara foi resiliente ao ingressar na universidade pública para alcançar um legítimo diploma do Ensino Superior, credenciando-a como alfabetizadora.