Nos últimos anos, a proteína ganhou protagonismo nas conversas sobre alimentação. Seja nas academias, nas redes sociais ou nas prateleiras dos supermercados, o nutriente passou a ocupar um espaço de destaque nas escolhas do consumidor. Esse movimento tem um lado positivo: ele demonstra maior interesse das pessoas por saúde, composição corporal e envelhecimento mais saudável. No entanto, como todo tema que ganha popularidade, surgem também simplificações e excessos. E é aqui que precisamos trazer equilíbrio ao debate. A proteína é, sem dúvida, essencial para o funcionamento do organismo. Ela participa da formação e manutenção dos músculos, tecidos, enzimas, hormônios e do próprio sistema imunológico. Mas isso não é sinônimo que “quanto mais, melhor”. Quanto de proteína realmente precisamos? De acordo com o que aponta a literatura científica e diversos estudos na área de nutrição, incluindo as Dietary Reference Intakes (DRI), adultos saudáveis necessitam, em média, cerca de 0,8 g de proteína por quilo de peso corporal ao dia. Esse valor pode variar entre 1,0 g e 1,6 g/kg, dependendo do nível de atividade física, da idade e dos objetivos individuais, como ganho de massa muscular ou preservação de massa magra no envelhecimento.