A escolha profissional é uma decisão difícil. Normalmente é realizada no término do Ensino Básico, quando a incerteza aflige a juventude candidata ao Ensino Superior. Acrescenta-se a esse contexto crenças em torno das profissões, compartilhadas por familiares e conhecidos. No Brasil, um exemplo dessas crenças é atrelar os cursos de Enfermagem e de Pedagogia ao público feminino. Isso pode causar prejuízos a exímios profissionais não identificados por tal gênero, os quais escolhem os respectivos cursos da saúde e da educação. Neste artigo de opinião tematizo a escolha do magistério, carreira desprestigiada especialmente por excesso de trabalho nas escolas e nos próprios lares docentes, e por remuneração insatisfatória diante da grandiosidade do ofício. Comumente, profissionais se autoquestionam e se fazem perguntas do seguinte tipo: por que escolhi ser professor? Por que não desisto desta profissão? Até quando suportarei permanecer em sala de aula?