Buscas realizadas pela Polícia Civil durante a Operação Falsa Emergência (Luiz de Castro/Governo do Tocantins) O relatório final da Operação Falsa Emergência revela que a cúpula da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de Palmas possuía conhecimento prévio sobre os riscos financeiros da contratação da Santa Casa de Itatiba. Documentos internos da própria prefeitura, elaborados por técnicos da pasta antes da assinatura do contrato de R$ 139 milhões, já apontavam que o modelo de gestão por organização social (OS) geraria um custo muito superior ao da administração direta. Segundo a investigação da Polícia Civil, esses pareceres técnicos sugeriam a manutenção das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) sob gestão própria, com estimativas de economia substanciais. Entretanto, a cúpula da Semus descartou tais análises em favor do modelo de quarteirização. A autoridade policial sustenta que essa decisão ignorou deliberadamente os princípios da economicidade e da eficiência administrativa.