Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte de Palmas (Divulgação/Prefeitura de Palmas ) A investigação sobre o contrato de R$ 139 milhões para a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas resultou na prisão preventiva da cúpula da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) na manhã desta quarta-feira (10). A decisão judicial detalha um esquema de favorecimento à Santa Casa de Itatiba e aponta o uso de benefícios de luxo e pressões sobre servidores para ocultar irregularidades no processo de terceirização. O magistrado Milton Lamenha de Siqueira fundamenta as prisões na necessidade de garantir a ordem pública e interromper a interferência direta na colheita de provas. Conforme os autos, a secretária Dhieine Caminski utilizou sua posição hierárquica para monitorar e coagir subordinados logo após o início das apurações. O Ministério Público também identifica indícios de falsidade ideológica em documentos técnicos criados apenas para justificar o ajuste milionário.