O advogado Eugênio Kruschewsky, que recebeu R$ 54 milhões de reais e foi o 4º escritório mais contemplado pelo Banco Master, chamou a atenção dos investigadores. Motivo: ele subestabeleceu uma causa milionária do Master para Lia Frank, irmã do desembargador do TJ da BA, Roberto Frank, um dos mais influentes do tribunal. Ele não atua nas causas do Master, mas seu poder é reconhecido até por seus adversários, a começar com o atual presidente do TJ, José Rotondano. A descoberta de que o advogado Eugênio Kruschewsky contratou parentes de desembargador e até sua sócia, Ana Patrícia Leão, para atender o Master, acende o sinal amarelo. Afinal, o tribunal já foi sacudido pela Operação Faroeste , da PF, e sua reputação tem de permanecer intacta. Quebras de sigilo e eventuais delações poderão afastar ou incendiar o cenário.