Dificilmente a PEC do fim da escala 6 x 1 na jornada de trabalho vai avançar no plenário do Senado. Com um Congresso Nacional fortemente patronal, a exceção será a Câmara dos Deputados, por acordos que só os presidentes Lula da Silva e o da Câmara, Hugo Motta, sabem. Na Casa Alta, a história é outra. E não tem a ver com a rabugice do presidente Davi Alcolumbre em relação ao Palácio. O Senado é constitucionalmente representante dos Estados, cujos governadores estão super pressionados pelos empresários, dos pequenos aos magnatas. A chiadeira é grande de Norte a Sul do País, por questões óbvias: além de considerarem um projeto puramente eleitoreiro, para fortalecer a reeleição de Lula, os empresários e entidades – de pequenas Câmaras de Lojistas até associações industriais – têm em mãos estudos sobre mais desempregos, queda de produção e redução do PIB se a PEC passar. Só o Governo não vê.