O avanço da proposta de solução consensual para a MEZ Energia 6 no Tribunal de Contas da União (TCU) gera forte desconforto no setor elétrico após a entrada do Ministério Público Federal no caso. Mesmo diante da análise em curso pelo MPF e de parecer do MP junto ao TCU apontando falhas graves no acordo, o tribunal acelerou a deliberação e pautou o julgamento para amanhã. O imbróglio envolve o contrato de concessão para implantação de uma linha de transmissão que deveria ter entrado em operação em São Paulo em setembro de 2025. Segundo os documentos do processo, o empreendimento acumula mais de mil dias de atraso e nenhum avanço físico das obras. Diante da inexecução integral do contrato, a Agência Nacional de Energia Elétrica deliberou pela caducidade da concessão, mas o Ministério de Minas e Energia passou a defender uma solução. Nos bastidores, o movimento é visto como uma tentativa de viabilizar um acordo com impacto estimado em cerca de R$ 2 bilhões na conta de luz dos consumidores para preservar a concessão de um fornecedor inadimplente.