O presidente Lula da Silva (PT) governa o Rio de Janeiro há meses em consórcio com o Supremo Tribunal Federal, e o desembargador presidente do TJ Ricardo Couto de interventor. O ministro Cristiano Zanin deu liminar e Flávio Dino sentou em cima até ontem e proibiram o direito constitucional da ALERJ em eleger um governador-tampão. O voto de Dino veio na véspera do recesso do STF, que retorna apenas em agosto, se o presidente Fachin liberar. Isso deixaria o caso da eleição do Rio em cima da eleição nacional de outubro, e, com certeza, não haverá eleição suplementar, deixando a decisão para a ALERJ. Essa é a avaliação dos bolsonaristas em Brasília, que consideram que elegeriam um nome alinhado ao grupo. Enquanto isso, no mesmo cenário desenhado, isso ajudaria Eduardo Paes (PSD) aliado de Lula. O que se comenta na Praça é que a coisa anda devagar no Supremo e o Rio só terá governador-tampão após eleição de outubro.