É fato, e inegável, diante de números tão significativos desde a crise econômica e depois territorial do país vizinho: o Estado de Roraima tornou-se um “puxadinho” de luxo da irreconhecível Venezuela, outrora forte nas décadas de 70 e 80. O Estado brasileiro virou a porta de entrada – e de permanência – para milhares de venezuelanos legais e ilegais no Brasil. Cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral, o governador de Roraima, Edilson Damião (União) alertou para a barra que segura lá. Tem dito a interlocutores que deixará o Estado com as contas organizadas, apesar da pressão enfrentada nos últimos anos, sobretudo com a crise migratória, e que caberá ao sucessor manter os serviços públicos funcionando. Aliados destacam que, apesar de pequeno, Roraima já opera sob forte demanda: são mais de 9 mil estudantes venezuelanos na rede estadual. Além da assistência social em parcerias. Nos bastidores, a avaliação é de que a atual gestão reequilibrou as finanças após anos de dificuldades e entrega o Governo sem débitos com a União, com pagamentos em dia.