Sede do Ministério Público em Palmas (Djavan Barbosa/Arquivo JTo) O Ministério Público do Tocantins (MPTO) identificou um salto alarmante nos custos de gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas. O contrato firmado entre a Prefeitura e a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba (SP) subiu de R$ 16,8 milhões, em 2024, para R$ 139,1 milhões anuais em 2026. O aumento de quase 800% ocorre sem que a rede física de atendimento tenha recebido ampliações proporcionais. A investigação, conduzida pelas 9ª e 22ª Promotorias de Justiça, revela indícios de irregularidades graves no Termo de Colaboração. Entre os pontos questionados pelos promotores Vinicius de Oliveira e Silva e Rodrigo Grisi Nunes, destaca-se a existência de uma "parcela fixa abusiva". Esta cláusula garante à entidade paulista o repasse de 80% do valor total do contrato, independentemente da produtividade assistencial ou do número de pacientes atendidos.