Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba em São Paulo (Daniel Soares/Google Maps) O Ministério Público do Tocantins (MPTO) mantém uma investigação rigorosa sobre o contrato de gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. O foco das 9ª e 22ª Promotorias de Justiça recai sobre o Termo de Colaboração nº 001/2026, que apresenta um salto financeiro vertiginoso: o montante saltou de R$ 16,8 milhões para R$ 139,1 milhões — um aumento de quase 800% sem a ampliação proporcional da rede física de atendimento. A Portaria de Instauração de Inquérito Civil detalha que a escolha da entidade, sediada a mais de 1,7 mil km da capital tocantinense, ocorreu sem o prévio chamamento público. Os promotores também apuram a existência de uma "parcela fixa" mensal milionária que, segundo a investigação, não exige metas claras de produtividade, garantindo o repasse independentemente do volume de atendimentos realizados.