Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba em São Paulo (Reprodução/Google Maps) O inquérito civil que apura irregularidades no contrato de R$ 139,1 milhões das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas traz novos detalhes sobre a conduta da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba (SP). Documentos compartilhados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) indicam que a entidade utilizava cerca de 60% dos recursos do SUS para finalidades estranhas aos convênios firmados, operando com contas bancárias mistas. A investigação aponta que a falta de segregação entre verbas públicas e privadas facilitava o desvio de finalidade. Relatórios de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Itatiba detalham que a instituição falhou em comprovar a aplicação correta dos repasses destinados à saúde pública. No Tocantins, o Ministério Público (MPTO) apura se o mesmo modelo de gestão ocorre no contrato das UPAs da capital, que registrou um salto de quase 800% nos custos em dois anos.