Em suas primeiras semanas como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Kassio Nunes Marques repetiu o ministro Alexandre de Moraes e se incluiu entre os ministros que receberão ações de propaganda eleitoral no tribunal relativas às eleições de 2026. Com isso, ele passou a compor rol de magistrados que poderiam ser sorteados como responsáveis pelo pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra pesquisa do instituto AtlasIntel. Nesta segunda-feira (8), Kassio suspendeu a divulgação do levantamento que tinha sido publicado em 19 de maio. A decisão do presidente do TSE foi tomada de forma liminar (provisória) e ainda será analisada pelos demais ministros nesta terça (9). Quando Kassio assumiu a presidência da corte eleitoral, o grupo de juízes auxiliares, responsáveis por analisar questões de propaganda eleitoral, estava incompleto e era composto apenas pela ministra Estela Aranha. Numa portaria publicada em 22 de maio, o ministro incluiu seu vice André Mendonça e a si mesmo.